

Já fez um mês que deixei de ser estagiária. Sim, um mês que estou trabalhando na Revista Interativa, com diagramação, publicidade e afins. Enfim, agora exatamente na minha área. Diria que não é apenas um emprego, é um teste de paciência! Estava tudo muito bonito, muito bacana, muito legal, até deparar-me com os primeiros contratempos nesta última semana: “Clientes pé no saco”. Essas pessoas mal-educadas ou que não sabem o que querem e fazem você mudar o layout 357 vezes em um dia. Pessoas são extremamente complicadas! Perguntei-me nesta semana, pelo menos umas 3 vezes, o porquê de não ter dado continuidade ao meu sonho de ser médica legista. Certamente, nunca teria problemas com meus futuros clientes. Absolutamente, nunca reclamariam do meu trabalho. Mas, como tudo na vida tem um porquê, eu estava predestinada a ser publicitária.
Bem, na verdade, eu posso a qualquer momento trabalhar vendendo côcos em alguma praia por aí. Cabeça fresca e tals, um futuro promissor talvez.
Entretanto, estou aprendendo muito! Um pouco mais de Photoshop, Indesign, Corel, e principalmente um pouco mais de paciência. Sempre fui uma pessoa calma, até me “tirarem do sério”. Mas lá estou, percebendo como tudo é realmente muito corrido e com prazos curtíssimos. Quando estagiei em uma agência em São Paulo, me assustei com a correria e imaginei: “Pô, é assim porque é uma empresa grande e pá, em outras agencias deve ser muito mais fácil”. Me enganei, claro. Mas foi isso que eu escolhi.
E durante esses dias, em meio à correria, quando se aproxima o fechamento da edição, quando você tem menos de 24 horas pra entregar tudo prontinho, é que a gente sente aquele desespero, aquela vontade imensa de espancar o chefe, o cliente, o concorrente, que você sente que seus nervos já estão fora da sua pele, que você sente vontade de gritar e de bater com sua cabeça na parede perguntando-se porque não seguiu a profissão que a sua avó queria de professora de primário, ou porque não concluiu o curso de enfermagem e casou-se com um médico milionário como Dr. Hollywood.
E sabe por que, ainda assim, eu escolhi trabalhar com isso?
Porque é impagável ver chegar prontinho o seu produto, no meu caso, a revista, com tudo o que você batalhou pra fazer impresso nela! Porque é gratificante as pessoas abordarem você na rua dizendo o quanto gostaram do seu trabalho (claro que os clientes pé-no-saco jamais fariam isso, mas eles que se fodam!). Porque publicitário PODE “se achar o cara” com tudo isso.
Porque é impagável ver chegar prontinho o seu produto, no meu caso, a revista, com tudo o que você batalhou pra fazer impresso nela! Porque é gratificante as pessoas abordarem você na rua dizendo o quanto gostaram do seu trabalho (claro que os clientes pé-no-saco jamais fariam isso, mas eles que se fodam!). Porque publicitário PODE “se achar o cara” com tudo isso.
E eu amo publicidade. Porque eu amo ter idéias de madrugada e anotar num papel pra colocar em prática no dia seguinte, porque eu adoro ver outdoors nos grandes centros urbanos também, porque eu choro inclusive assistindo comerciais de ração pra cachorros, porque eu amo arte. Porque a gente pensa, que de alguma forma, pode mudar o mundo ou pelo menos tocar o coração de algumas pessoas (mesmo que os clientes “pé-no-saco” não estejam incluídos nessa lista), porque a gente gosta de ser diferente e fazer a diferença. Porque fazer tudo isso, não envolve apenas criatividade, envolve entusiasmo, amor, emoção, suor, inspiração, noites sem dormir, e o principal: PACIÊNCIA!
Publicidade também é uma arte!


